segunda-feira, 23 de março de 2009

Yumê - Jardim Botânico

Frequento o Yumê desde a época em que era Ms. Tanaka. É, de longe, meu japonês preferido.

A comida é sempre excepcional - destaque para as ostras a milanesa e para a lula recheada - e o atendimento muito bom.

O ambiente é muito agradável, em especial o salão nos fundos, com o lago de carpas sob nossos pés e a clarabóia retrátil que permite jantar ao ar livre. O salão principal e a área de tatames também são muito bacanas.

Agora, o bacana mesmo é a cozinha, toda com paredes de vidro. Qualquer cliente que vá ao banheiro, ou para o salão dos fundos passa pela cozinha e pode ver tudo o que acontece ali dentro. 

Mas tostines vende mais porque é fresquinho...? Ou será que a cozinha é tão limpa porque o público vê? Não importa. O resultado é o que interessa, e a cozinha do Yumê está sempre um brinco, como dizia vovó. 

Usando um trocadilho bem infame, esse é um ótimo exemplo de TRANSPARÊNCIA, em que a casa se orgulha de mostrar que não tem nada a esconder. E, se deixar tudo à mostra faz com que os funcionários sejam mais organizados e limpos, será que os donos de restaurante não deviam aproveitar e fazer disso um ARTIFÍCIO para treiná-los?

Lei para cozinhas transparentes já!

É claro que o Yumê tem uma copa reservada. Afinal, ver a comida sendo feita é uma coisa. Ver os pratos sendo lavados, já não interessa tanto ao público e eu apóio isso 100%. Na minha última visita ao lugar, pedi para conhecer a copa.  Fui bem recebido pela garçonete que me conduziu, assim como pelos funcionários do setor. 

Local limpo, tão organizado quanto se pode esperar de uma copa. Pratos limpos mantidos longe dos sujos, como deve ser. Fiquei bem impressionado, e saí com a certeza que o proprietário é tão cuidadoso com os bastidores quanto com a vitrine. 

Se eu tive alguma má experiência com o restaurante, foi quando ainda era Ms Tanaka, então não posso atribuir ao Yumê, seria injusto. Mas, apenas para registro, em uma ocasião o "door" me recebeu muito mal, aparentemente porque eu e meus amigos estávamos de bermudas, tendo ele nos olhado de cima a baixo com cara feia antes de nos "permitir" entrar. Mas, mais uma vez, isso foi sob a antiga administração, aconteceu apenas uma vez, e eu nunca mais vi o tal door por lá.

Se coube alguma crítica ao Yumê, foi o fato de o banheiro que usei não ter chave (ou qualquer outra forma de trancar a porta). Assim, tive que "resolver o que tinha ido resolver" segurando a porta com um dos pés, evitando um susto. Uma coisa que eu sugeriria a eles é que fizessem algum tempo de abafamento acústico no salão principal. O teto é totalmente plano, o que torna o ambiente barulhento mesmo com pouca gente. Fácil solução, e deixaria o local ainda mais agradável.

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